Já virou até clichê dizer que "as meninas do vôlei sofreram mais um apagão". Dessa vez, foram 2. Na mesma competição: primeiro, o tropeço contra a Rússia e o último, contra a Holanda, eliminando as chances brasileiras no Grand Prix de Vôlei feminino. Mais uma vez uso a expressão "foi uma pena", mas temo, daqui a pouco, ter que apelar para outro tipo de termo. Não consigo entender como um time que conta com jogadoras talentosas, capazes de fazer da Superliga de clubes uma competição tão de alto nível, sempre revelando ótimos talentos, não tem equilíbrio emocional suficiente para fechar um jogo difícil a seu favor. Sim, penso que "equilíbrio emocional" é o que falta, até porque, depois das falhas na última Olimpíada, no Mundial do ano passado e no Pan desse ano, a equipe deveria estar calejada, as falhas corrigidas. Um time que passou por tantas decepções deveria, no mínimo, ter aprendido a não repeti-las. Mas continua repetindo. A sina do tie break, a decisão a nosso favor que não vem. O técnico José Roberto Guimarães disse às jogadoras, no jogo contra a Rússia: "Nós vamos afrouxar até quando?" A frase não parece ter surtido efeito, pois, no dia seguinte, a seleção sucumbiu diante da Holanda.
Lembro que, em outra postagem, comentei que acreditava no potencial das meninas. Continuo acreditando. No potencial técnico. Já o potencial psicológico... esse, sem dúvida, precisa urgentemente ser (bem) trabalhado.
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Por ande andará...
... o futebol carioca que, durante as últimas rodadas do Campeonato Brasileiro, viveu entre derrotas e empates sonolentos?
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Cala-te boca
E o então "milagreiro" Joel Santana, nem bem assumiu o Flamengo e já virou vilão. Além de ser derrotado por 3 a0 no último jogo pelo Campeonato Brasileiro, contra o Santos, o técnico acabou se envolvendo numa grande polêmica, ao dizer a seus jogadores - e ter tal declaração captada pelos microfones à beira do campo - "Se ficar de palhaçada, mete a porrada mesmo". O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) já está pensando em punir Joel, e jornalistas, torcedores, jogadores e outros treinadores não param de comentar sobre o assunto - alguns defendendo o, digamos, desabafo do técnico, outros acusando-o de incitar a violência.
É claro que uma declaração como essa soa muito mal. Sabendo da mediocridade do seu time em campo, um bom treinador deve incentivar sua equipe a jogar, driblar, buscar o gol - mas não com esse tipo de palavras. Mas a verdade é que Joel Santana, agora "a bola da vez", não foi o primeiro (e nem será o último) técnico de futebol a usar termos violentos. Até o sempre tão ovacionado Luiz Felipe Scolari, o "Felipão", já mandou seus jogadores "quebrarem a perna" do adversário, quando dirigia o Palmeiras. Não dá pra negar que esses jargões fazem parte do diconário do futebol. Infelizmente.
Só que, por essas e outras, acho melhor os técnicos tomarem bastante cuidado com o que dizem. Os microfones e as câmeras de TV estão aí para captar tudo, e é muito mais prudente dirigir o time com a razão do que com o coração (ou melhor, do que com a língua solta). É como dizem: "prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém." Todos sabem que "mete a porrada", "quebra a perna", entre outras doçuras, são usadas full time durante os treinos, mas quando ouvimos/vemos "ao vivo, a cores e em technocolor", sabemos o quanto, como já disse, soa mal. E tome explicações e desculpas, depois.
É claro que uma declaração como essa soa muito mal. Sabendo da mediocridade do seu time em campo, um bom treinador deve incentivar sua equipe a jogar, driblar, buscar o gol - mas não com esse tipo de palavras. Mas a verdade é que Joel Santana, agora "a bola da vez", não foi o primeiro (e nem será o último) técnico de futebol a usar termos violentos. Até o sempre tão ovacionado Luiz Felipe Scolari, o "Felipão", já mandou seus jogadores "quebrarem a perna" do adversário, quando dirigia o Palmeiras. Não dá pra negar que esses jargões fazem parte do diconário do futebol. Infelizmente.
Só que, por essas e outras, acho melhor os técnicos tomarem bastante cuidado com o que dizem. Os microfones e as câmeras de TV estão aí para captar tudo, e é muito mais prudente dirigir o time com a razão do que com o coração (ou melhor, do que com a língua solta). É como dizem: "prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém." Todos sabem que "mete a porrada", "quebra a perna", entre outras doçuras, são usadas full time durante os treinos, mas quando ouvimos/vemos "ao vivo, a cores e em technocolor", sabemos o quanto, como já disse, soa mal. E tome explicações e desculpas, depois.
Assinar:
Postagens (Atom)
