Sai o Pan, volta a realidade.
No Flamengo, a cabeça de Ney Franco rolou. E vem o "fama de milagreiro" Joel Santana, novamente. Será que ele consegue tirar a lanterna de perto do Clube da Gávea?
segunda-feira, 30 de julho de 2007
"La festa appena cominciata è già finita"
Ou em tradução meio ao pé-da-letra de neta de italianos: a festa apenas começou e já acabou.
É com esse espírito da música defendida por Roberto Carlos e premiada no Festival de San Remo, na Itália, em 1968, que escrevo hoje.
Parece que foi ontem que os Jogos Pan-Americanos Rio 2007 começaram ... e já acabaram, deixando um rastro de 54 ouros, 40 pratas e 67 bronzes. 161 medalhas brasileiras em solo brasileiro. Um marco.
O dia de ontem, dia do encerramento, teve um gostinho especial. Dos 4 ouros que o Brasil disputou, ganhou 3: no Tênis masculino, com Flávio Saretta, no Basquete masculino e na Maratona, com Franck Caldeira. Este último, para mim, a conquista mais bonita. Franck subiu ao pódio em pleno Maracanã, durante a cerimônia de encerramento. O momento mais emocionante de uma cerimônia um tanto sem graça.
Mas os Jogos Rio 2007 "deram certo" como um todo, digamos assim. Os maiores medos da população não se concretizaram: caos no trânsito, ataques de bandidos, enfim, aquele "pandemônio" tão temido. Felizmente, o esquema de segurança montado funcionou, as instalações ficaram prontas (e belíssimas). É claro que erros aconteceram - o problema da compra e recebimento dos ingressos e a cara-de-pau dos cambistas foram tremendas bolas fora, e a Cidade do Rock mostrou que só funciona mesmo durante o Rock in Rio, de preferência em dias de chuva, para que a lama remeta ao Festival sessentista de Woodstock - para eventos esportivos, não, nunca, jamais.
Sobre os atletas, claro, eles foram os grandes protagonistas da festa. Superaram marcas, emocionaram. Novos ídolos apareceram. E o Brasil fez uma bela campanha. Sim, "panamericanamente" falando. Os Jogos Olímpicos já são uma outra história. Mas acredito - espero - que trabalhando mais, treinando mais (no caso das comissões técnicas e dos atletas) e investindo mais (no caso dos governos e da iniciativa privada), o esporte brasileiro tende a crescer muito, e aí sim, mundialmente falando, nossas campanhas também serão fortes.
É com esse espírito da música defendida por Roberto Carlos e premiada no Festival de San Remo, na Itália, em 1968, que escrevo hoje.
Parece que foi ontem que os Jogos Pan-Americanos Rio 2007 começaram ... e já acabaram, deixando um rastro de 54 ouros, 40 pratas e 67 bronzes. 161 medalhas brasileiras em solo brasileiro. Um marco.
O dia de ontem, dia do encerramento, teve um gostinho especial. Dos 4 ouros que o Brasil disputou, ganhou 3: no Tênis masculino, com Flávio Saretta, no Basquete masculino e na Maratona, com Franck Caldeira. Este último, para mim, a conquista mais bonita. Franck subiu ao pódio em pleno Maracanã, durante a cerimônia de encerramento. O momento mais emocionante de uma cerimônia um tanto sem graça.
Mas os Jogos Rio 2007 "deram certo" como um todo, digamos assim. Os maiores medos da população não se concretizaram: caos no trânsito, ataques de bandidos, enfim, aquele "pandemônio" tão temido. Felizmente, o esquema de segurança montado funcionou, as instalações ficaram prontas (e belíssimas). É claro que erros aconteceram - o problema da compra e recebimento dos ingressos e a cara-de-pau dos cambistas foram tremendas bolas fora, e a Cidade do Rock mostrou que só funciona mesmo durante o Rock in Rio, de preferência em dias de chuva, para que a lama remeta ao Festival sessentista de Woodstock - para eventos esportivos, não, nunca, jamais.
Sobre os atletas, claro, eles foram os grandes protagonistas da festa. Superaram marcas, emocionaram. Novos ídolos apareceram. E o Brasil fez uma bela campanha. Sim, "panamericanamente" falando. Os Jogos Olímpicos já são uma outra história. Mas acredito - espero - que trabalhando mais, treinando mais (no caso das comissões técnicas e dos atletas) e investindo mais (no caso dos governos e da iniciativa privada), o esporte brasileiro tende a crescer muito, e aí sim, mundialmente falando, nossas campanhas também serão fortes.
sexta-feira, 27 de julho de 2007
Perhaps, perhaps, perhaps
Ouvindo Doris Day cantando, lembrei que "talvez, talvez, talvez", provavelmente, será o tema da CBF no pós título das meninas. Título conquistado com mais uma goleada dessa grande seleção de futebol. Título conquistado sobre os Estados Unidos, que têm uma liga feminina super organizada. Título conquistado. Por quanto tempo será lembrado? Não sei. Mas gostaria de que, mais do que lembrado, esse título fosse um divisor de águas no futebol feminino brasileiro. Ganhar em casa, num Maracanã lotado, é missão que muito time de primeira divisão do Campeonato Brasileiro não consegue realizar.
Em outro carnavais, tentou-se organizar uma liga por aqui. Não deu certo. Mas a jogadora Marta deu certo. Foi para a fria Suécia, foi eleita a melhor jogadora de futebol de mundo no ano passado... e foi mais uma peça na engrenagem de sucesso que é esse time. É claro que Marta é a mais festejada, mas Daniela Alves, Cristiane e a goleira Andréia (que não levou gols!) são, para mim, nomes fortíssimos nessa campanha dos jogos Pan-Americanos. Os 5 a 0, na final de ontem, foram históricos. São históricos. Muito choro e muita festa em campo - e nas arquibancadas. E, acredito, esse choro, além de emoção, foi de desabafo, quase um grito (ou melhor, choro) de alerta. Alerta à confederação, aos patrocinadores, à própria torcida brasileira - ainda presa ao ranço do machismo.
Enquanto isso, ouvindo Doris Day, "perhaps, perhaps, perhaps"... Será que as promessas de profissionalização vão ficar (ainda) só no "talvez"?
Em outro carnavais, tentou-se organizar uma liga por aqui. Não deu certo. Mas a jogadora Marta deu certo. Foi para a fria Suécia, foi eleita a melhor jogadora de futebol de mundo no ano passado... e foi mais uma peça na engrenagem de sucesso que é esse time. É claro que Marta é a mais festejada, mas Daniela Alves, Cristiane e a goleira Andréia (que não levou gols!) são, para mim, nomes fortíssimos nessa campanha dos jogos Pan-Americanos. Os 5 a 0, na final de ontem, foram históricos. São históricos. Muito choro e muita festa em campo - e nas arquibancadas. E, acredito, esse choro, além de emoção, foi de desabafo, quase um grito (ou melhor, choro) de alerta. Alerta à confederação, aos patrocinadores, à própria torcida brasileira - ainda presa ao ranço do machismo.
Enquanto isso, ouvindo Doris Day, "perhaps, perhaps, perhaps"... Será que as promessas de profissionalização vão ficar (ainda) só no "talvez"?
domingo, 22 de julho de 2007
A pátria de biquini
Mais um ouro, dessa vez em um cenário que é a cara do Rio de Janeiro: a praia de Copacabana. Juliana e Larissa, a grande dupla do Vôlei de praia nacional, lavaram a alma feminina do Vôlei em cima de Cuba. 2 sets a 0 em jogo que começou nervoso para a dupla brasileira, mas que em nenhum momento me pareceu um mau presságio. Pelo contrário, o tal nervoso foi necessário para que a ansiedade da final cedesse espaço à serenidade usual. Sendo assim, os saques errados e os pontos de graça para as cubanas não foram problema: o ouro já tinha endereço certo.
A forma de jogar das brasileiras me agrada muito. Larissa é explosiva, reclamona, marrenta (no melhor sentido da palavra - ter marra é muitas vezes necessário!). Juliana é mais tranqüila, fala menos. Seria o oposto, portanto. Opostos que se atraem.
Só acho que o mérito da dupla, muitas vezes, acaba indo para a conta de Larissa. Eu sei, ela tem uma postura de liderança por causa de suas características pessoais e, assim, acaba aparecendo mais, mas me recuso a chamar a Juliana de coadjuvante. Afinal, é essa diferença de temperamento e de técnica que existe entre elas que faz a dupla ser o que é, sem mais nem menos. O que existe é uma soma.
E para coroar Juliana como peça fundamental para essa soma, o ponto do ouro foi dela. Um belíssimo ataque, sem chances para as adversárias. Foi só correr para o abraço.
Hoje também é dia de praia: Ricardo e Emanuel em busca de mais um ouro, jogando contra a dupla norte-americana. E têm tudo para conseguir, fazendo o Vôlei de praia brasileiro ter um aproveitamento 100% nesse Pan.
Falando em Vôlei masculino, nem tudo são flores. O levantador - e eleito melhor jogador da recém encerrada Liga Mundial - Ricardinho está afastado da seleção, e em seu lugar, foi convocado Bruno Rezende (filho do técnico Bernardinho). Inicialmente, foi dito que o próprio Ricardo pediu dispensa, alegando cansaço excessivo. Os jornais de hoje já apresentam outra versão: Ricardinho teria sido cortado da seleção pela própria comissão técnica, mas as palavras "cansaço" e "desgate" continuam como causa para esse corte.
Não gosto de usar o termo "crise", embora seja sempre a palavra de ordem na imprensa quando casos como esse acontecem, mas, de fato, "há algo de podre no reino da Dinamarca". De um lado, Ricardinho se diz surpreso com o corte. De outro, a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) tenta abafar o acaso. Em crise ou não, o importante é que a seleção não se abale com o afastamento de um jogador que fará muita falta como líder. Giba será o novo capitão. Que bons ventos soprem a favor dos "melhores do mundo".
A forma de jogar das brasileiras me agrada muito. Larissa é explosiva, reclamona, marrenta (no melhor sentido da palavra - ter marra é muitas vezes necessário!). Juliana é mais tranqüila, fala menos. Seria o oposto, portanto. Opostos que se atraem.
Só acho que o mérito da dupla, muitas vezes, acaba indo para a conta de Larissa. Eu sei, ela tem uma postura de liderança por causa de suas características pessoais e, assim, acaba aparecendo mais, mas me recuso a chamar a Juliana de coadjuvante. Afinal, é essa diferença de temperamento e de técnica que existe entre elas que faz a dupla ser o que é, sem mais nem menos. O que existe é uma soma.
E para coroar Juliana como peça fundamental para essa soma, o ponto do ouro foi dela. Um belíssimo ataque, sem chances para as adversárias. Foi só correr para o abraço.
Hoje também é dia de praia: Ricardo e Emanuel em busca de mais um ouro, jogando contra a dupla norte-americana. E têm tudo para conseguir, fazendo o Vôlei de praia brasileiro ter um aproveitamento 100% nesse Pan.
Falando em Vôlei masculino, nem tudo são flores. O levantador - e eleito melhor jogador da recém encerrada Liga Mundial - Ricardinho está afastado da seleção, e em seu lugar, foi convocado Bruno Rezende (filho do técnico Bernardinho). Inicialmente, foi dito que o próprio Ricardo pediu dispensa, alegando cansaço excessivo. Os jornais de hoje já apresentam outra versão: Ricardinho teria sido cortado da seleção pela própria comissão técnica, mas as palavras "cansaço" e "desgate" continuam como causa para esse corte.
Não gosto de usar o termo "crise", embora seja sempre a palavra de ordem na imprensa quando casos como esse acontecem, mas, de fato, "há algo de podre no reino da Dinamarca". De um lado, Ricardinho se diz surpreso com o corte. De outro, a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) tenta abafar o acaso. Em crise ou não, o importante é que a seleção não se abale com o afastamento de um jogador que fará muita falta como líder. Giba será o novo capitão. Que bons ventos soprem a favor dos "melhores do mundo".
quinta-feira, 19 de julho de 2007
Umas e outras
Uma medalha de prata no peito, mas com gostinho amargo. Foi num clima de bastante decepção que a seleção feminina de Vôlei ouviu o hino cubano ecoar no ginásio Maracanãzinho. Uma derrota por 3 sets a 2, das mais sofridas. Após ter a oportunidade de fechar o jogo no quarto set, o Brasil partiu para o tie break disposto a apagar os fracassos recentes em duas competições de peso: os Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004 e o Mundial, no ano passado. Um 14 a 12 no último set fez a torcida vibrar e tremular, mais do que nunca, suas bandeiras... Mas, infelizmente, a equipe de Cuba, jogando horrores, teve frieza para reverter o placar e fechar o jogo: 17 a 15 em um lance polêmico: a ponteira cubana bateu e a bola pareceu não resvalar no bloqueio brasileiro, mas o primeiro árbitro confirmou o ponto. Lágrimas para as duas equipes: de alegria, de um lado, e de tristeza, no outro - logo o nosso lado. Um jogão de Voleibol em que ambas as equipes tiveram chances de match point - a vitória veio no detalhe.
Mas agosto vem aí e, com ele, o Grand Prix de Vôlei Feminino. É hora de levantar a cabeça e encaixar o bonito jogo brasileiro com calma e aprendendo com os erros. Ainda que existam muitos fantasmas assombrando nossas meninas atualmente, tenho certeza de que essa geração ainda vai render ótimos frutos. Destaques para Sheilla, com excelente aproveitamento no ataque, e Paula Pequeno, que apareceu muito bem nos três primeiros sets, tanto na defesa, quanto na hora de botar a bola no chão adversário. Lamento - todos lamentam - pelo ouro perdido, mas outros virão. Só é preciso aparar algumas arestas, e o técnico José Roberto Guimarães, certamente, está de olho.
Saindo das quadras para as piscinas, hoje foi mais um dia de show de Thiago Pereira! Outro belo ouro, dessa vez nos 400 metros medley. Um atleta completo. As medalhas da natação também vieram com as meninas, no revezamento 4 X 100 (prata) e com Fabíola Molina (prata também), nos 100 metros nado costas.
Foi dia também de medalhas no judô e remo, deixando o Brasil, até agora, em quarto lugar no quadro de medalhas, tendo a nossa frente EUA, Cuba e Canadá, respectivamente. Só que, mais do que um bom lugar entre os medalhistas, o mais importante é perceber que o Brasil tem conquistado medalhas em esportes com pouquíssimo apoio, como Taekwondo, Squash, Badminton, Esgrima e até mesmo o próprio Remo. Muitas pessoas confundem falta de incentivo com falta de praticantes, mas uma coisa nada tem a ver com a outra, diretamente. Sabemos que muitos esportes são praticados neste país de dimensões continentais, mas as federações e confederações sofrem com o amadorismo.
Aproveitando o desabafo, a medalha mais desejada por mim, nesse Pan, é a de ouro no Futebol Feminino. Não dá para colocar o Futebol na lista dos "esportes sem apoio", mas tudo muda de figura quando falamos em Futebol Feminino. É fácil incentivar e patrocinar o jogo masculino, mas, entre as mulheres, ainda existe a desconfiança e o preconceito - machismo, em outras palavras. Uma pena. Mas acredito no potencial de Marta, Formiga, Pretinha e cia. Elas são 10 - a seleção do Equador que o diga!
Mas agosto vem aí e, com ele, o Grand Prix de Vôlei Feminino. É hora de levantar a cabeça e encaixar o bonito jogo brasileiro com calma e aprendendo com os erros. Ainda que existam muitos fantasmas assombrando nossas meninas atualmente, tenho certeza de que essa geração ainda vai render ótimos frutos. Destaques para Sheilla, com excelente aproveitamento no ataque, e Paula Pequeno, que apareceu muito bem nos três primeiros sets, tanto na defesa, quanto na hora de botar a bola no chão adversário. Lamento - todos lamentam - pelo ouro perdido, mas outros virão. Só é preciso aparar algumas arestas, e o técnico José Roberto Guimarães, certamente, está de olho.
Saindo das quadras para as piscinas, hoje foi mais um dia de show de Thiago Pereira! Outro belo ouro, dessa vez nos 400 metros medley. Um atleta completo. As medalhas da natação também vieram com as meninas, no revezamento 4 X 100 (prata) e com Fabíola Molina (prata também), nos 100 metros nado costas.
Foi dia também de medalhas no judô e remo, deixando o Brasil, até agora, em quarto lugar no quadro de medalhas, tendo a nossa frente EUA, Cuba e Canadá, respectivamente. Só que, mais do que um bom lugar entre os medalhistas, o mais importante é perceber que o Brasil tem conquistado medalhas em esportes com pouquíssimo apoio, como Taekwondo, Squash, Badminton, Esgrima e até mesmo o próprio Remo. Muitas pessoas confundem falta de incentivo com falta de praticantes, mas uma coisa nada tem a ver com a outra, diretamente. Sabemos que muitos esportes são praticados neste país de dimensões continentais, mas as federações e confederações sofrem com o amadorismo.
Aproveitando o desabafo, a medalha mais desejada por mim, nesse Pan, é a de ouro no Futebol Feminino. Não dá para colocar o Futebol na lista dos "esportes sem apoio", mas tudo muda de figura quando falamos em Futebol Feminino. É fácil incentivar e patrocinar o jogo masculino, mas, entre as mulheres, ainda existe a desconfiança e o preconceito - machismo, em outras palavras. Uma pena. Mas acredito no potencial de Marta, Formiga, Pretinha e cia. Elas são 10 - a seleção do Equador que o diga!
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Colhendo os ouros da vitória
Ou melhor, das vitórias. 1 dia, 6 ouros. Natação e Ginástica Artística. Promessa (mais do que promessa, eu diria: já é realidade) de renovação em boas mãos, braços, pernas e pés... e muitos músculos.
Na piscina, o brilho de Thiago Pereira. Ouro no Medley e ouro, junto com Rodrigo Castro, Lucas Salatta e Nicholas Santos no revezamento 4 X 200 nado livre.
Na arena, resultado inédito para a Ginástica brasileira. Ouros que não vinham desde o Pan-Americano de 1991, em Havana, Cuba (graças a Luiza Parente). 16 anos de jejum. A mesma idade de Jade Barbosa, uma das medalhistas e atual queridinha da torcida brasileira. E a menina merece. Depois de falhar na segunda-feira e perder o ouro no rodízio de aparelhos, Jade conseguiu mostrar que é grande no salto sobre o cavalo. Uma vitória indiscutível. Indiscutível - e irretocável - também, foi a apresentação de Diego Hypolito no solo. Outro belo ouro, assim como no salto.
O quarto ouro brasileiro na Ginástica veio no último aparelho: a barra fixa. Mosiah Rodrigues, o primeiro a se apresentar, fez uma prova limpa e segura, mas precisou esperar os demais competidores para comemorar. E como diz o velho ditado, quem espera sempre alcança. Mais uma vez o hino nacional brasileiro fez emocionar o público presente e os atletas.
Além dos ouros, foi dia também de pratas e bronzes: de novo na Natação e na Ginástica, e também no Remo, Badminton (medalha inédita) e Taekwondo. Com estes resultados, o Brasil pulou para terceiro no quadro geral de medalhas, ficando atrás apenas de duas grandes potências olímpicas: EUA e Cuba.
E hoje, dia 18 de julho, mais uma bela colheita de ouros. Mais uma vez, na Natação. Rebecca Gusmão, Cesar Cielo e Kaio Márcio garantiram seus primeiros lugares ao pódio. E na prova de Kaio, uma dobradinha: Gabriel Mangabeira ficou com a prata. Foi dia também de bronze: Armando Negreiros e Gabriella Dias.
É a Natação brasileira mostrando que pode muito mais do que o sucesso dos anos 90, com Fernando Scherer e Gustavo Borges.
E os próximos dias nos reservam bons filões: Vôlei, Vôlei de praia, Basquete, Futebol... Preparem-se para mais uma temporada da "caçada ao ouro".
Na piscina, o brilho de Thiago Pereira. Ouro no Medley e ouro, junto com Rodrigo Castro, Lucas Salatta e Nicholas Santos no revezamento 4 X 200 nado livre.
Na arena, resultado inédito para a Ginástica brasileira. Ouros que não vinham desde o Pan-Americano de 1991, em Havana, Cuba (graças a Luiza Parente). 16 anos de jejum. A mesma idade de Jade Barbosa, uma das medalhistas e atual queridinha da torcida brasileira. E a menina merece. Depois de falhar na segunda-feira e perder o ouro no rodízio de aparelhos, Jade conseguiu mostrar que é grande no salto sobre o cavalo. Uma vitória indiscutível. Indiscutível - e irretocável - também, foi a apresentação de Diego Hypolito no solo. Outro belo ouro, assim como no salto.
O quarto ouro brasileiro na Ginástica veio no último aparelho: a barra fixa. Mosiah Rodrigues, o primeiro a se apresentar, fez uma prova limpa e segura, mas precisou esperar os demais competidores para comemorar. E como diz o velho ditado, quem espera sempre alcança. Mais uma vez o hino nacional brasileiro fez emocionar o público presente e os atletas.
Além dos ouros, foi dia também de pratas e bronzes: de novo na Natação e na Ginástica, e também no Remo, Badminton (medalha inédita) e Taekwondo. Com estes resultados, o Brasil pulou para terceiro no quadro geral de medalhas, ficando atrás apenas de duas grandes potências olímpicas: EUA e Cuba.
E hoje, dia 18 de julho, mais uma bela colheita de ouros. Mais uma vez, na Natação. Rebecca Gusmão, Cesar Cielo e Kaio Márcio garantiram seus primeiros lugares ao pódio. E na prova de Kaio, uma dobradinha: Gabriel Mangabeira ficou com a prata. Foi dia também de bronze: Armando Negreiros e Gabriella Dias.
É a Natação brasileira mostrando que pode muito mais do que o sucesso dos anos 90, com Fernando Scherer e Gustavo Borges.
E os próximos dias nos reservam bons filões: Vôlei, Vôlei de praia, Basquete, Futebol... Preparem-se para mais uma temporada da "caçada ao ouro".
segunda-feira, 16 de julho de 2007
Domingo Gordo
Primeira medalha de ouro no Pan (graças a Diogo Silva, do Taekwondo), ouro também nos 200 metros rasos do Mundial Juvenil de Atletismo (com Bárbara Leôncio), heptacampeonato da seleção brasileira masculina na Liga Mundial de vôlei, título também no Mundial Juvenil de Vôlei Masculino e conquista da Copa América de Futebol...
É. Estamos falando de Brasil. Foi um domingo de grandes disputas e grandes surpresas. Nosso primeiro ouro no Pan veio através de um esporte pouco divulgado no país. Já o sucesso da menina Bárbara nos faz perceber que ainda tem muita cara nova boa no Atletismo brasileiro.
Sobre a seleção masculina de vôlei, deu a lógica, claro. Se a Itália foi a hegemonia nos anos 90, o Brasil é a hegemonia nos anos 00. E muitos títulos ainda vêm por aí, porque o processo de renovação também acontece de forma brilhante - vide o título no Mundial Juvenil, curiosamente, também em cima dos russos.
E o futebol... ah, o futebol brasileiro nos reservou a maior surpresa do dia... 3 a 0 sobre a tão falada - e favorita - Argentina. Parece que a seleção "capengou" nos demais jogos e deixou as melhores cartas na manga para o gran finale. Vitória indiscutível e moral para o Dunga.
Dia 15 de julho de 2007: uma data para que essa gente bronzeada - ou melhor, dourada - mostrasse seu valor.
É. Estamos falando de Brasil. Foi um domingo de grandes disputas e grandes surpresas. Nosso primeiro ouro no Pan veio através de um esporte pouco divulgado no país. Já o sucesso da menina Bárbara nos faz perceber que ainda tem muita cara nova boa no Atletismo brasileiro.
Sobre a seleção masculina de vôlei, deu a lógica, claro. Se a Itália foi a hegemonia nos anos 90, o Brasil é a hegemonia nos anos 00. E muitos títulos ainda vêm por aí, porque o processo de renovação também acontece de forma brilhante - vide o título no Mundial Juvenil, curiosamente, também em cima dos russos.
E o futebol... ah, o futebol brasileiro nos reservou a maior surpresa do dia... 3 a 0 sobre a tão falada - e favorita - Argentina. Parece que a seleção "capengou" nos demais jogos e deixou as melhores cartas na manga para o gran finale. Vitória indiscutível e moral para o Dunga.
Dia 15 de julho de 2007: uma data para que essa gente bronzeada - ou melhor, dourada - mostrasse seu valor.
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Cortadas
E a seleção brasileira masculina de vôlei escorregou, mais uma uma vez, diante da Bulgária. Foi a primeira derrota em 20 jogos. Uma pena, mas ainda assim, acredito que o Brasil perdeu em boa hora. Primeiro, porque foi num momento em que uma derrota não causa tantos prejuízos - era a primeira partida da fase final da Liga Mundial. Segundo, porque pode e deve servir de exemplo para que a seleção brasileira jogue contra a Rússia, amanhã, mais afiada - e afinada - do que nunca.
Mas o destaque da Liga Mundial, na rodada de ontem, acabou sendo a partida Polônia X França. Cinco sets, cerca de três horas de jogo. O primeiro set já deu um aperitivo do que viria pela frente: 38/36 para os poloneses. Nos outros sets, o equilíbrio continuou, com as duas seleções se revezando no placar. Final de Jogo, tie break. Vitória polonesa. E, mais do que a vitória, a Polônia provou que não é só a anfitriã desta fase final da Liga Mundial de vôlei. É também candidata ao título.
Olho neles - secando!
Mas o destaque da Liga Mundial, na rodada de ontem, acabou sendo a partida Polônia X França. Cinco sets, cerca de três horas de jogo. O primeiro set já deu um aperitivo do que viria pela frente: 38/36 para os poloneses. Nos outros sets, o equilíbrio continuou, com as duas seleções se revezando no placar. Final de Jogo, tie break. Vitória polonesa. E, mais do que a vitória, a Polônia provou que não é só a anfitriã desta fase final da Liga Mundial de vôlei. É também candidata ao título.
Olho neles - secando!
Classe
A Copa América 2007 não poderia ter melhor desfecho. De um lado, o Brasil, que chegou à final aos trancos e barrancos mas... chegou (clichê maior, impossível). Do outro, a Argentina, que manteve a regularidade em todas as partidas que disputou. Certamente, um dos clássicos mais aguardados do futebol mundial. Ainda que vivendo panoramas diferentes, falar de favorito é uma heresia. Dizem que um "Brasil X Argentina" é indecifrável. Concordo. A rixa, a catimba e o jeitinho despertam razões que a própria razão desconhece.
quinta-feira, 5 de julho de 2007
UFAnismo
Deu Robinho de novo. Cavou e converteu o pênalti que deu a vitória ao Brasil contra o Equador, em jogo realizado ontem à noite, pela Copa América. Foi um macérrimo 1 a 0, mas este resultado mantém o Brasil nas quartas-de-final da competição, tendo agora, como próximo adversário, mais uma vez o Chile.
A partida contra o Equador foi fraquinha, fraquinha. A formação do meio-de-campo brasileiro (com Gilberto Silva, Mineiro, Josué e Júlio Baptista) que Dunga tanto defende continua limitadíssima, tornando o setor, normalmente criativo, um joguinho de pin-ball.
Continuo também não gostando da atuação do zagueiro Alex. Desengonçado e ao mesmo tempo travado, parece muitas vezes preso à grama... uma força estranha o leva a ficar (em vez de ir). Como diria o Galvão Bueno (!!!): "Ele não acha nada".
Já o aclamado Robinho, apagadíssimo no primeiro tempo (só levou perigo ao gol equatoriano no finzinho), acabou fazendo o que faltava ao Brasil, somente aos dez minutos do segundo tempo: gol. Graças ao pênalti que sofreu.
Estranhamente, no final da partida, a seleção brasileira acordou. Não digo que foi o despertar do ano, mas conseguiu criar algumas chances - coisas que até então, só aconteciam entre um bocejo e outro. Porém, nenhum gol saiu, ficamos no 1 a 0 mesmo e ufa!, respiramos aliviados. Torcida, Dunga e jogadores, creio eu.
Próxima batalha: Chile. Será que a "bela adormecida" estará acordada desde o apito inicial?
A partida contra o Equador foi fraquinha, fraquinha. A formação do meio-de-campo brasileiro (com Gilberto Silva, Mineiro, Josué e Júlio Baptista) que Dunga tanto defende continua limitadíssima, tornando o setor, normalmente criativo, um joguinho de pin-ball.
Continuo também não gostando da atuação do zagueiro Alex. Desengonçado e ao mesmo tempo travado, parece muitas vezes preso à grama... uma força estranha o leva a ficar (em vez de ir). Como diria o Galvão Bueno (!!!): "Ele não acha nada".
Já o aclamado Robinho, apagadíssimo no primeiro tempo (só levou perigo ao gol equatoriano no finzinho), acabou fazendo o que faltava ao Brasil, somente aos dez minutos do segundo tempo: gol. Graças ao pênalti que sofreu.
Estranhamente, no final da partida, a seleção brasileira acordou. Não digo que foi o despertar do ano, mas conseguiu criar algumas chances - coisas que até então, só aconteciam entre um bocejo e outro. Porém, nenhum gol saiu, ficamos no 1 a 0 mesmo e ufa!, respiramos aliviados. Torcida, Dunga e jogadores, creio eu.
Próxima batalha: Chile. Será que a "bela adormecida" estará acordada desde o apito inicial?
No quintal
E assim se passou mais uma rodada do Campeonato Brasileiro 2007. Puxando a brasa para o meu lado cruzmaltino, vou falar um pouquinho do jogo Vasco X Santos, realizado ontem à tarde, em São Januário.
Confesso que a vitória do Vasco me fez respirar aliviada. Depois de duas derrotas seguidas (lê-se atuações pífias), esse 4 a 0 veio em importantíssima hora, afinal, pulamos do 11o lugar na tabela, para uma quase vista para o mar -o 5o lugar. E se essa nau não enfrentar outra tempestade (lê-se atuações pífias, o retorno), poderemos, sim, chegar ao tão sonhado reinado.
Mas a alegria-mór foi saber hoje que o Vasco conseguiu uma liminar que o liberou para jogar contra o Atlético Paranaense - e de portões abertos - no próximo dia 12, em São Januário. Nada melhor do que disputar mais uma importante partida numa casa vascaína, com certeza!
Confesso que a vitória do Vasco me fez respirar aliviada. Depois de duas derrotas seguidas (lê-se atuações pífias), esse 4 a 0 veio em importantíssima hora, afinal, pulamos do 11o lugar na tabela, para uma quase vista para o mar -o 5o lugar. E se essa nau não enfrentar outra tempestade (lê-se atuações pífias, o retorno), poderemos, sim, chegar ao tão sonhado reinado.
Mas a alegria-mór foi saber hoje que o Vasco conseguiu uma liminar que o liberou para jogar contra o Atlético Paranaense - e de portões abertos - no próximo dia 12, em São Januário. Nada melhor do que disputar mais uma importante partida numa casa vascaína, com certeza!
Como canta o Sarriá
E hoje, dia 5 de julho, faz 25 anos da "Tragédia do Sarriá". Para quem não sabe do que se trata - que tragédia! - penso que não seria exagero dizer que foi uma das maiores, uma das imensas decepções com uma seleção brasileira de futebol, afinal, tratava-se de um time especialíssimo, favoritíssimo, festejadíssimo. Jogavam nele Zico, Júnior e Falcão, por exemplo.
Sarriá era o estádio em Barcelona onde o Brasil jogou, no fatídico 5 de juho de 1982, contra a Itália. O estádio onde o carrasco Paolo Rossi despachou a seleção canarinho para casa, sem dó nem piedade, marcando três gols. O Brasil precisava apenas de um empate para passar às semifinais da Copa do Mundo. Vinha fazendo uma campanha fantástica até então, mas os 3 a 2 goela abaixo brocharam qualquer prognóstico. Mas muitos dizem que o Brasil, mesmo tendo sido eliminado da pior maneira possível, é "o campeão moral de 82". Sinceramente, isso não importa. O que ficou mesmo - e ficará sempre - foi o imenso vazio com o caixão do Brasil lacradinho com a mensagem: arriverdeci!
Infelizmente, tudo o que relato aqui não foi assistido por mim.Quer dizer, minha mãe diz que assistido até foi, mas eu tinha apenas 1 ano de idade. Mamãe diz também que eu chorei muito nesse dia, em frente à TV - possivelmente, porque vi algum marmanjo chorando (com razão).
Um detalhe: o estádio Sarriá foi demolido em 1998. Pode não mais existir, mas na lembrança de milhares de brasileiros, ihhhhhhhhh... será um eterno fantasma.
Sarriá era o estádio em Barcelona onde o Brasil jogou, no fatídico 5 de juho de 1982, contra a Itália. O estádio onde o carrasco Paolo Rossi despachou a seleção canarinho para casa, sem dó nem piedade, marcando três gols. O Brasil precisava apenas de um empate para passar às semifinais da Copa do Mundo. Vinha fazendo uma campanha fantástica até então, mas os 3 a 2 goela abaixo brocharam qualquer prognóstico. Mas muitos dizem que o Brasil, mesmo tendo sido eliminado da pior maneira possível, é "o campeão moral de 82". Sinceramente, isso não importa. O que ficou mesmo - e ficará sempre - foi o imenso vazio com o caixão do Brasil lacradinho com a mensagem: arriverdeci!
Infelizmente, tudo o que relato aqui não foi assistido por mim.Quer dizer, minha mãe diz que assistido até foi, mas eu tinha apenas 1 ano de idade. Mamãe diz também que eu chorei muito nesse dia, em frente à TV - possivelmente, porque vi algum marmanjo chorando (com razão).
Um detalhe: o estádio Sarriá foi demolido em 1998. Pode não mais existir, mas na lembrança de milhares de brasileiros, ihhhhhhhhh... será um eterno fantasma.
terça-feira, 3 de julho de 2007
Los Hermanos
Messi, Riquelme, Crespo, Mascherano, Tevez, Verón, Ayala, Cambiasso...
Esses são alguns dos "Los Hermanos" que não cantam e não deram um tempo: pelo contrário, estão mais na ativa do que nunca. Nenhum grande craque argentino esnobou a Copa América 2007, que está sendo realizada na Venezuela, e a prova disso é o resultado em campo: 2 jogos, 2 vitórias, 8 gols marcados e apenas 3 sofridos.
Crespo, infelizmente (para quem gosta de ver um goleador em ação), saiu contundido no jogo de ontem contra a Colômbia. Bateu o pênalti e comemorou já mancando. Uma pena. Mas quem brilhou na vitória por 4 a 2 foi mesmo Riquelme. O mesmo Riquelme que azedou o chimarrão do Grêmio na Taça Libertadores da América. O sujeito marcou dois gols e, como bom maestro, comandou a equipe rumo a virada - lembrando que a Colômbia abriu o placar no primeiro tempo.
Messi, o queridinho argentino, não foi tão contagiante, mas deu algumas demonstrações de sua rapidez e poder de drible - mas ainda precisa mostrar por que é o queridinho dos queridinhos.
Não posso chamar os demais jogadores da seleção argentina de meros coadjuvantes, afinal, o grande mérito platino é o toque de bola, é fazer a bola passar de pé em pé. Sabendo disso, seus adversários sempre procuram marcação forte - às vezes, forte até demais. Foi o caso de ontem: o árbitro brasileito Carlos Eugênio Simon teve bastante trabalho, principalmente no primeiro tempo, em função das faltas violentas cometidas, principalmente, pelos colombianos.
Mas o jogo não ficou necessariamente feio - pelo contrário: ainda que um tanto faltoso, foi um belo jogo. Movimentado, rápido e o melhor: cheio de gols.
A Argentina da Copa América 2007, para mim, é tudo aquilo que a seleção brasileira queria ser: uma constelação que dá certo, que joga como equipe e não se pendura em apenas um jogador.
Na Copa do mundo do ano passado, nossa constelação não deu certo: amarelou em campo,foi aquele conhecido (e lastimável fiasco). Não vou dizer que estou torceeeeeendo para que a Argentina siga esse caminho sombrio e empaque, mas seguindo a velha rixa brasileira, posso então dizer que também não torço para que emplaque.
E digo isso com uma grande dor no peito, porque sou sim, fã declarada do jogo argentino e sou sim, decepcionada com a cara da seleção brasileira atual - ou seria a sua "não cara"?
Esses são alguns dos "Los Hermanos" que não cantam e não deram um tempo: pelo contrário, estão mais na ativa do que nunca. Nenhum grande craque argentino esnobou a Copa América 2007, que está sendo realizada na Venezuela, e a prova disso é o resultado em campo: 2 jogos, 2 vitórias, 8 gols marcados e apenas 3 sofridos.
Crespo, infelizmente (para quem gosta de ver um goleador em ação), saiu contundido no jogo de ontem contra a Colômbia. Bateu o pênalti e comemorou já mancando. Uma pena. Mas quem brilhou na vitória por 4 a 2 foi mesmo Riquelme. O mesmo Riquelme que azedou o chimarrão do Grêmio na Taça Libertadores da América. O sujeito marcou dois gols e, como bom maestro, comandou a equipe rumo a virada - lembrando que a Colômbia abriu o placar no primeiro tempo.
Messi, o queridinho argentino, não foi tão contagiante, mas deu algumas demonstrações de sua rapidez e poder de drible - mas ainda precisa mostrar por que é o queridinho dos queridinhos.
Não posso chamar os demais jogadores da seleção argentina de meros coadjuvantes, afinal, o grande mérito platino é o toque de bola, é fazer a bola passar de pé em pé. Sabendo disso, seus adversários sempre procuram marcação forte - às vezes, forte até demais. Foi o caso de ontem: o árbitro brasileito Carlos Eugênio Simon teve bastante trabalho, principalmente no primeiro tempo, em função das faltas violentas cometidas, principalmente, pelos colombianos.
Mas o jogo não ficou necessariamente feio - pelo contrário: ainda que um tanto faltoso, foi um belo jogo. Movimentado, rápido e o melhor: cheio de gols.
A Argentina da Copa América 2007, para mim, é tudo aquilo que a seleção brasileira queria ser: uma constelação que dá certo, que joga como equipe e não se pendura em apenas um jogador.
Na Copa do mundo do ano passado, nossa constelação não deu certo: amarelou em campo,foi aquele conhecido (e lastimável fiasco). Não vou dizer que estou torceeeeeendo para que a Argentina siga esse caminho sombrio e empaque, mas seguindo a velha rixa brasileira, posso então dizer que também não torço para que emplaque.
E digo isso com uma grande dor no peito, porque sou sim, fã declarada do jogo argentino e sou sim, decepcionada com a cara da seleção brasileira atual - ou seria a sua "não cara"?
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