Messi, Riquelme, Crespo, Mascherano, Tevez, Verón, Ayala, Cambiasso...
Esses são alguns dos "Los Hermanos" que não cantam e não deram um tempo: pelo contrário, estão mais na ativa do que nunca. Nenhum grande craque argentino esnobou a Copa América 2007, que está sendo realizada na Venezuela, e a prova disso é o resultado em campo: 2 jogos, 2 vitórias, 8 gols marcados e apenas 3 sofridos.
Crespo, infelizmente (para quem gosta de ver um goleador em ação), saiu contundido no jogo de ontem contra a Colômbia. Bateu o pênalti e comemorou já mancando. Uma pena. Mas quem brilhou na vitória por 4 a 2 foi mesmo Riquelme. O mesmo Riquelme que azedou o chimarrão do Grêmio na Taça Libertadores da América. O sujeito marcou dois gols e, como bom maestro, comandou a equipe rumo a virada - lembrando que a Colômbia abriu o placar no primeiro tempo.
Messi, o queridinho argentino, não foi tão contagiante, mas deu algumas demonstrações de sua rapidez e poder de drible - mas ainda precisa mostrar por que é o queridinho dos queridinhos.
Não posso chamar os demais jogadores da seleção argentina de meros coadjuvantes, afinal, o grande mérito platino é o toque de bola, é fazer a bola passar de pé em pé. Sabendo disso, seus adversários sempre procuram marcação forte - às vezes, forte até demais. Foi o caso de ontem: o árbitro brasileito Carlos Eugênio Simon teve bastante trabalho, principalmente no primeiro tempo, em função das faltas violentas cometidas, principalmente, pelos colombianos.
Mas o jogo não ficou necessariamente feio - pelo contrário: ainda que um tanto faltoso, foi um belo jogo. Movimentado, rápido e o melhor: cheio de gols.
A Argentina da Copa América 2007, para mim, é tudo aquilo que a seleção brasileira queria ser: uma constelação que dá certo, que joga como equipe e não se pendura em apenas um jogador.
Na Copa do mundo do ano passado, nossa constelação não deu certo: amarelou em campo,foi aquele conhecido (e lastimável fiasco). Não vou dizer que estou torceeeeeendo para que a Argentina siga esse caminho sombrio e empaque, mas seguindo a velha rixa brasileira, posso então dizer que também não torço para que emplaque.
E digo isso com uma grande dor no peito, porque sou sim, fã declarada do jogo argentino e sou sim, decepcionada com a cara da seleção brasileira atual - ou seria a sua "não cara"?
terça-feira, 3 de julho de 2007
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