Mais um ouro, dessa vez em um cenário que é a cara do Rio de Janeiro: a praia de Copacabana. Juliana e Larissa, a grande dupla do Vôlei de praia nacional, lavaram a alma feminina do Vôlei em cima de Cuba. 2 sets a 0 em jogo que começou nervoso para a dupla brasileira, mas que em nenhum momento me pareceu um mau presságio. Pelo contrário, o tal nervoso foi necessário para que a ansiedade da final cedesse espaço à serenidade usual. Sendo assim, os saques errados e os pontos de graça para as cubanas não foram problema: o ouro já tinha endereço certo.
A forma de jogar das brasileiras me agrada muito. Larissa é explosiva, reclamona, marrenta (no melhor sentido da palavra - ter marra é muitas vezes necessário!). Juliana é mais tranqüila, fala menos. Seria o oposto, portanto. Opostos que se atraem.
Só acho que o mérito da dupla, muitas vezes, acaba indo para a conta de Larissa. Eu sei, ela tem uma postura de liderança por causa de suas características pessoais e, assim, acaba aparecendo mais, mas me recuso a chamar a Juliana de coadjuvante. Afinal, é essa diferença de temperamento e de técnica que existe entre elas que faz a dupla ser o que é, sem mais nem menos. O que existe é uma soma.
E para coroar Juliana como peça fundamental para essa soma, o ponto do ouro foi dela. Um belíssimo ataque, sem chances para as adversárias. Foi só correr para o abraço.
Hoje também é dia de praia: Ricardo e Emanuel em busca de mais um ouro, jogando contra a dupla norte-americana. E têm tudo para conseguir, fazendo o Vôlei de praia brasileiro ter um aproveitamento 100% nesse Pan.
Falando em Vôlei masculino, nem tudo são flores. O levantador - e eleito melhor jogador da recém encerrada Liga Mundial - Ricardinho está afastado da seleção, e em seu lugar, foi convocado Bruno Rezende (filho do técnico Bernardinho). Inicialmente, foi dito que o próprio Ricardo pediu dispensa, alegando cansaço excessivo. Os jornais de hoje já apresentam outra versão: Ricardinho teria sido cortado da seleção pela própria comissão técnica, mas as palavras "cansaço" e "desgate" continuam como causa para esse corte.
Não gosto de usar o termo "crise", embora seja sempre a palavra de ordem na imprensa quando casos como esse acontecem, mas, de fato, "há algo de podre no reino da Dinamarca". De um lado, Ricardinho se diz surpreso com o corte. De outro, a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) tenta abafar o acaso. Em crise ou não, o importante é que a seleção não se abale com o afastamento de um jogador que fará muita falta como líder. Giba será o novo capitão. Que bons ventos soprem a favor dos "melhores do mundo".
domingo, 22 de julho de 2007
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