Ou em tradução meio ao pé-da-letra de neta de italianos: a festa apenas começou e já acabou.
É com esse espírito da música defendida por Roberto Carlos e premiada no Festival de San Remo, na Itália, em 1968, que escrevo hoje.
Parece que foi ontem que os Jogos Pan-Americanos Rio 2007 começaram ... e já acabaram, deixando um rastro de 54 ouros, 40 pratas e 67 bronzes. 161 medalhas brasileiras em solo brasileiro. Um marco.
O dia de ontem, dia do encerramento, teve um gostinho especial. Dos 4 ouros que o Brasil disputou, ganhou 3: no Tênis masculino, com Flávio Saretta, no Basquete masculino e na Maratona, com Franck Caldeira. Este último, para mim, a conquista mais bonita. Franck subiu ao pódio em pleno Maracanã, durante a cerimônia de encerramento. O momento mais emocionante de uma cerimônia um tanto sem graça.
Mas os Jogos Rio 2007 "deram certo" como um todo, digamos assim. Os maiores medos da população não se concretizaram: caos no trânsito, ataques de bandidos, enfim, aquele "pandemônio" tão temido. Felizmente, o esquema de segurança montado funcionou, as instalações ficaram prontas (e belíssimas). É claro que erros aconteceram - o problema da compra e recebimento dos ingressos e a cara-de-pau dos cambistas foram tremendas bolas fora, e a Cidade do Rock mostrou que só funciona mesmo durante o Rock in Rio, de preferência em dias de chuva, para que a lama remeta ao Festival sessentista de Woodstock - para eventos esportivos, não, nunca, jamais.
Sobre os atletas, claro, eles foram os grandes protagonistas da festa. Superaram marcas, emocionaram. Novos ídolos apareceram. E o Brasil fez uma bela campanha. Sim, "panamericanamente" falando. Os Jogos Olímpicos já são uma outra história. Mas acredito - espero - que trabalhando mais, treinando mais (no caso das comissões técnicas e dos atletas) e investindo mais (no caso dos governos e da iniciativa privada), o esporte brasileiro tende a crescer muito, e aí sim, mundialmente falando, nossas campanhas também serão fortes.
segunda-feira, 30 de julho de 2007
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