terça-feira, 7 de agosto de 2007

Cala-te boca

E o então "milagreiro" Joel Santana, nem bem assumiu o Flamengo e já virou vilão. Além de ser derrotado por 3 a0 no último jogo pelo Campeonato Brasileiro, contra o Santos, o técnico acabou se envolvendo numa grande polêmica, ao dizer a seus jogadores - e ter tal declaração captada pelos microfones à beira do campo - "Se ficar de palhaçada, mete a porrada mesmo". O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) já está pensando em punir Joel, e jornalistas, torcedores, jogadores e outros treinadores não param de comentar sobre o assunto - alguns defendendo o, digamos, desabafo do técnico, outros acusando-o de incitar a violência.
É claro que uma declaração como essa soa muito mal. Sabendo da mediocridade do seu time em campo, um bom treinador deve incentivar sua equipe a jogar, driblar, buscar o gol - mas não com esse tipo de palavras. Mas a verdade é que Joel Santana, agora "a bola da vez", não foi o primeiro (e nem será o último) técnico de futebol a usar termos violentos. Até o sempre tão ovacionado Luiz Felipe Scolari, o "Felipão", já mandou seus jogadores "quebrarem a perna" do adversário, quando dirigia o Palmeiras. Não dá pra negar que esses jargões fazem parte do diconário do futebol. Infelizmente.

Só que, por essas e outras, acho melhor os técnicos tomarem bastante cuidado com o que dizem. Os microfones e as câmeras de TV estão aí para captar tudo, e é muito mais prudente dirigir o time com a razão do que com o coração (ou melhor, do que com a língua solta). É como dizem: "prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém." Todos sabem que "mete a porrada", "quebra a perna", entre outras doçuras, são usadas full time durante os treinos, mas quando ouvimos/vemos "ao vivo, a cores e em technocolor", sabemos o quanto, como já disse, soa mal. E tome explicações e desculpas, depois.

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