Já virou até clichê dizer que "as meninas do vôlei sofreram mais um apagão". Dessa vez, foram 2. Na mesma competição: primeiro, o tropeço contra a Rússia e o último, contra a Holanda, eliminando as chances brasileiras no Grand Prix de Vôlei feminino. Mais uma vez uso a expressão "foi uma pena", mas temo, daqui a pouco, ter que apelar para outro tipo de termo. Não consigo entender como um time que conta com jogadoras talentosas, capazes de fazer da Superliga de clubes uma competição tão de alto nível, sempre revelando ótimos talentos, não tem equilíbrio emocional suficiente para fechar um jogo difícil a seu favor. Sim, penso que "equilíbrio emocional" é o que falta, até porque, depois das falhas na última Olimpíada, no Mundial do ano passado e no Pan desse ano, a equipe deveria estar calejada, as falhas corrigidas. Um time que passou por tantas decepções deveria, no mínimo, ter aprendido a não repeti-las. Mas continua repetindo. A sina do tie break, a decisão a nosso favor que não vem. O técnico José Roberto Guimarães disse às jogadoras, no jogo contra a Rússia: "Nós vamos afrouxar até quando?" A frase não parece ter surtido efeito, pois, no dia seguinte, a seleção sucumbiu diante da Holanda.
Lembro que, em outra postagem, comentei que acreditava no potencial das meninas. Continuo acreditando. No potencial técnico. Já o potencial psicológico... esse, sem dúvida, precisa urgentemente ser (bem) trabalhado.
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
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